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“Temos que ser ágeis, perspicazes e saber mudar quando necessário”

O Colégio Internacional de Vilamoura revisita David Palma, um aluno finalista de 2003-2004. Criativo, sonhador e curioso por natureza, David dirige atualmente uma empresa de publicidade e ambiciona abrir uma escola na área das Artes.

Terminaste os teus estudos no CIV no ano letivo de 2003-2004. Que opções ponderaste para o teu futuro académico na altura?

Desde do 10º ano tinha o objetivo já bastante vincado de seguir os estudos na área da Publicidade e Marketing.

 

Como poderás descrever esse percurso?

… com uma simples palavra, “ansiedade”.

Desde o 10º até ao final do 12º ano vivi a vida sofrendo por antecipação. Vivia apenas a pensar na meta final, entrar na universidade e começar finalmente a estudar e trabalhar em publicidade. Tinha tudo idealizado mesmo antes de começar o 10º ano, em que universidade queria entrar, quais as minhas metas profissionais, em que empresas gostaria de trabalhar...

Quando idealizamos tudo, isso gera, como é óbvio, um estado de ansiedade constante. Nem consegui aproveitar o tempo do ensino secundário de forma “normal”.

Chegaste a seguir a área que ambicionavas?

Sim. Cheguei finalmente a Lisboa, com entrada no curso de Relações Públicas e Publicidade no antigo INP, que tanto ambicionava. Tinha tudo para correr como queria, mas… a verdade é que iniciei o curso e percebi que talvez nem tudo seria como imaginei. Não me identifiquei com o curso, nem com os conteúdos programáticos…

Aconselho, por isso, a todos os alunos de secundário que pretendam seguir estudos universitários a não se ficarem apenas pelo nome do curso, pelas saídas profissionais. Tomem atenção às cadeiras dos cursos, tentem averiguar quem são os professores a lecionar e qual o percurso profissional que têm pela frente, porque isso é o que vai fazer a diferença.

Desisti logo no primeiro semestre e voltei para o Algarve. Tive um semestre sem pressa, sem ansiedade, longe de todos, algo parecido a um retiro, até entender exatamente o que queria, desta vez sem pressão.

Acabei por tirar o curso de Design de Comunicação no Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes, do Grupo Lusófona, em Portimão. Uma universidade pequena, sem grande projeção, mas que tinha, no entanto, algo excelente, turmas pequenas, professores bastante focados e esforçados, que se deslocavam de Lisboa para dar-nos aulas, que trabalhavam no mercado e sabiam daquilo que falavam. A verdade é que era um ambiente parecido ao do Colégio e era a isso que eu dava valor.

A partir daqui comecei realmente a aventura que tanto esperava, e cresceu em mim uma grande sede de atingir novas metas. Comecei a trabalhar na área de Design quando estava no 2º ano do curso. Terminei a licenciatura e achei que estava pronto para enfrentar novos desafios. Fui novamente para Lisboa e tirei o Mestrado em Design na Universidade Lusófona. Achei, na altura, que Portugal era pequeno demais para mim.

Decidiste fazer uma experiência “fora portas”…

Acabei a trabalhar em Buenos Aires, na Argentina, numa das melhores agências de Design. Regressei após alguns meses para defender a tese de Mestrado, focado em voltar para Buenos Aires, mas mal cheguei a Portugal, novos trabalhos surgiram e acabei por ficar.

Entretanto, tive uma marca de t-shirts, fui sócio de uma start up de desenvolvimento de aplicações móveis, dei aulas, tirei mais uma Pós-graduação em Branding e Content Marketing e iniciei o Doutoramento que entretanto está em suspenso.

Por motivos familiares este ano tive que regressar ao Algarve e embarcar num novo desafio.

Por isso digo que o meu percurso é uma aventura na qual nunca sei qual vai ser o próximo desafio. Tento viver o presente e não o futuro. Percebi que às vezes, por muito que tenhamos tudo traçado e definido, há coisas que não controlamos e que podem mudar por completo o nosso percurso, temos que ser ágeis, perspicazes e saber mudar quando necessário.

Consideras que o facto de teres frequentado uma escola internacional te levou a ver o mundo de uma outra forma?

Acredito que todos nós vemos o mundo de forma diferente, não havendo uma forma melhor ou pior. Fui aluno do CIV desde o 6º ao 12º ano e é claro que isso influenciou a forma como via e vejo o mundo. É um período no qual formamos muitas opiniões, convicções e amadurecemos ideias.

O Colégio tem a particularidade e vantagem de ter um ambiente multicultural que promove desde cedo uma visão mais ampla do mundo e de culturas distintas.

Que boas memórias guardas desse período?

As melhores memórias que tenho do tempo do CIV são mesmo os amigos que fiz e que permanecem hoje na minha vida.

Que valores levaste para a tua vida?

Eu considerava que às vezes a metodologia de ensino era pesada, exigente, rigorosa, especialmente quando via amigos meus que andavam noutras escolas sem metade dos trabalhos que nós tínhamos. Era uma verdadeira frustração.

Hoje tenho o maior orgulho em ter estudado no CIV e agradeço todo o empenho e exigência que os professores tinham connosco. Os resultados foram visíveis desde o primeiro dia de universidade. Apesar desse período exigir sempre uma grande adaptação, o CIV prepara-nos bem, inclusive ao nível de soft skills, que cada vez são mais importantes, especialmente no mercado de trabalho.

Para quem pretende seguir com uma formação universitária, o colégio é, sem dúvida, uma excelente opção.

Se tivesses que descrever o CIV em três palavras, quais seriam?

Exigência, foco, futuro.

O que fazes atualmente a nível profissional?

Estou a liderar o negócio da família (Vinilsul), uma empresa do Algarve focada na área da publicidade. Simultaneamente estou a criar uma nova agência especializada na área do Design Visual e Branding.

Sonhos…?

São sempre muitos. Apesar de tentar viver atualmente o “presente”, ainda tenho alguns projetos que gostava de realizar. O primeiro é finalizar o meu Doutoramento na área de Design. O segundo, além de parecer mesmo um sonho, ainda acredito ser possível e é abrir uma escola focada nas áreas criativas.