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“O ambiente multicultural alimenta o espírito aventureiro e a curiosidade”

Aldo Schaaf saiu do CIV há 5 anos. Desde cedo apaixonado pela área da Engenharia Mecânica, decidiu seguir estudos nesta matéria. Depois do curso no IST fez uma experiência Erasmus na Suécia. Decidiu ficar. Depois do mestrado naquele país Aldo tenciona viajar e optar depois por outras áreas de conhecimento.

Terminaste os teus estudos no CIV no ano letivo de 2011-2012. Que opções ponderaste para o teu futuro académico na altura?

Sabia que queria ir para Lisboa, principalmente para ter a experiência de viver numa grande cidade. Na altura ponderei diferentes cursos na área da Engenharia, de preferência no Instituto Superior Técnico (IST), mas estava sobretudo interessado no curso de Engenharia Mecânica.

Como poderás descrever esse percurso?

Mudei-me para Lisboa com mais três colegas do CIV, com os quais partilhei um apartamento no centro da cidade. Para mim, para além do percurso académico, foram igualmente importantes as amizades cultivadas ao longo do curso. Encontrei pessoas com as quais partilhava certos valores e ideias... Juntos passámos pelas épocas de exame mas também pelas inúmeras alturas de festa, que são igualmente marcantes.

Em relação ao curso, o primeiro ano e meio foi bastante focado no ensino de bases matemáticas, fundamentais para acompanhar as cadeiras que são dadas nos anos seguintes. A partir do segundo ano, o curso começa a abordar os diferentes ramos da Engenharia Mecânica, tais como mecânica aplicada, termodinâmica, dinâmica de fluidos, controlo de sistemas e produção, entre outros. O ensino é significativamente mais teórico que prático, no entanto, tive a sorte de gostar bastante do que estava a aprender.

Depois de terminares Engenharia Mecânica decidiste fazer uma experiência na Suécia. Porque escolheste aquele país?

A frequência do Técnico permite a participação no programa de intercâmbio internacional de estudantes, Erasmus. Decidi então que queria viver num país que nunca tivesse visitado, que desconhecesse a língua, que fosse nórdico e no qual a faculdade oferecesse um curso interessante. Optei por Engenharia Automóvel, na Universidade de Chalmers, em Gotemburgo. O ano de Erasmus foi uma experiência inesquecível, principalmente por ter ficado imerso num ambiente multicultural, ter conhecido pessoas de toda a Europa, Médio-Oriente, Ásia e África. Acabei por gostar bastante do ambiente e decidi ficar na Suécia para acabar o mestrado.

Fala-nos das experiências profissionais que foste tendo, das tuas aprendizagens e metas para o futuro.

A experiência mais intensa e enriquecedora que vivi em termos de estudo/profissional foi a participação na equipa de "Formula Student" de Chalmers (CFS), em 2016-2017, o meu segundo ano na Suécia. Neste projeto, cerca de 30 estudantes de diferentes nacionalidades e áreas da engenharia projetam, constroem e testam um carro com o qual participam em competições internacionais contra outras faculdades do mundo. Todo o carro é desenvolvido em equipa, exclusivamente pelos estudantes, desde as primeiras ideias, passando pelos primeiros esboços e desenhos técnicos, à manufatura das inúmeras peças e ao afinamento da corrida durante a época de teste.

Neste projeto foi possível acompanhar o desenvolvimento de um trabalho de equipa do princípio até ao fim, no qual foi preciso enfrentar inúmeros problemas e limitações que ocorrem todos os dias na vida real, inúmeros altos e baixos de moral, que considero das melhores experiências que tive na vida.

Neste momento tenciono terminar o curso fazendo a tese de mestrado. Depois gostaria de fazer um ano sabático durante o qual quero viajar, explorar outros estilos de vida e entrar em contacto com outras áreas de trabalho para além da Engenharia.

Consideras que o facto de teres frequentado uma escola internacional te levou a ver o mundo de uma outra forma?

Penso que estar imerso num ambiente internacional/multicultural desde muito jovem alimenta o espírito aventureiro e a curiosidade de conhecer pessoas de diferentes origens. A qualidade no ensino de Inglês durante o secundário refletiu-se num maior à vontade quando fui para o estrangeiro. Dominar o Inglês facilita extremamente a interação com pessoas em todo o mundo.

Que boas memórias guardas desse período no CIV?

Recordo a frenética corrida que começava a cada toque de intervalo para ir ocupar os campos; os inúmeros ataques de riso coletivo durante as aulas quando alguém dizia/fazia algum disparate; as inovadoras aulas de História, cheias de humor, do Professor José António. Lembro ainda algumas piratarias que fizemos; a guerra das bolotas; as experiências de laboratório; os corta-matos. Lembro as amizades…, não só com os colegas, mas também com os professores. 

Que impacto teve o CIV na tua formação e que valores levaste para a tua vida?

Permanecer os 12 anos de escolaridade no CIV tem, naturalmente, aspetos igualmente positivos e negativos. Principalmente no secundário, uma altura em que estamos muito curiosos de conhecer novas pessoas, o número reduzido de alunos e o facto de haver poucos colegas novos é por vezes frustrante. Por outro lado, o número de alunos reflete-se na criação de laços muito fortes entre as pessoas no CIV, visto que há mais espaço/tempo para fortalecer amizades.

Pela mesma razão, existe uma relação muito próxima entre professores e alunos que intensifica a transmissão de valores e de rotinas: desenvolver hábitos de trabalho, praticar a aprendizagem autónoma, viver o sentido de justiça, participar em situações de debate, saber ouvir o outro, refletir sobre a moral, apreciar o humor no quotidiano, reconhecer a necessidade de nos informarmos. São alguns exemplos de práticas/competências que nos acompanharão e nos serão úteis durante toda a vida.

Manténs contacto com ex-colegas do CIV?

Algumas das amizades que fiz no CIV penso que ficarão para a vida. De modo geral, toda a turma mantêm-se em contacto, ainda hoje em dia.

Se tivesses que descrever o CIV em três palavras, quais seriam?

União, amizade, ensino.